terça-feira, 27 de novembro de 2007

EXPERIÊNCIA




EXPERIÊNCIA





Pensando em uma maneira de trabalhar números pares e impares, globalizando com teatro, pensei na seguinte atividade.
Contei a historia de Ziraldo, Petrônio e Pelegrino (história de dois pés, que deveriam chegar num acordo, pois um precisava do outro).
Depois da hora do conto, conversamos sobre a história, cada um deu a sua opinião, mediu o seu pé, desenhou, recortou, e fizemos uma exposição de pés. Comentamos sobre o maior, o menor, contamos quantos pares tinham quantos pés no total, etc.
Fomos para o pátio da escola, conversamos sobre o nosso corpo, a importância, fizemos alguns movimentos, sentimos nosso coração acelerar, respiramos e nos acalmamos.
Pedi que sentassem no chão, chamei alguns alunos, e pedi que formassem pares, sobrou um aluno e chegamos à conclusão que o numero de alunos chamados era impar. Propus que brincassem de boneco de cera, no qual um era o boneco e o outro moldador, os demais alunos que estavam sentados deveriam observar os movimentos e fazer comentários sobre os bonecos, a expressão do rosto, se era engraçado, triste, etc.
Num segundo momento propus a todos que levantassem e sentissem os pés, como nossos personagens eram dois simpáticos pés, pedi que cada um ficasse nas pontas dos pés, andassem rápido e devagar, e quando eu batesse palmas virassem estatuas, depois andassem com os calcanhares, os pés voltados para dentro e para fora.
Como fechamento, fizemos uma ciranda em grupos menores (brincadeira de roda, onde todos deveriam girar para o mesmo lado observando o movimento e a sincronia dos pés).
As crianças adoraram as atividades, mas percebi que algumas não tinham noção de espaço, pois se batiam com freqüência. A sensação de prazer pela a atividade pode ser evidenciada nas fotos.

UNI DUNI TÊ

Embalada pela contação de histórias da nossa aula presencial, levei a o conto UNI DUNI TÊ, para a escola. Pensando simplesmente em proporcionar um momento um momento de prazer para meus alunos, levei-os para a sala de leitura. Expliquei a eles que seria uma história interativa e que em alguns momentos teriam que cantar músicas que eles já conheciam e que cabiam perfeitamente na história. Passamos as músicas(Atirei um pau no gato, Viúvinha, Terezinha de Jesus, Samba Lê, Lê), ensaiamos os versos, combinamos palmas e movimentos e cirandas cantadas.Contei a história em duas partes, porém tomei cuidado para parar a história num momento crucial para se descobrir quem roubou o salame, é claro que os alunos ficaram indignados e queriam que continuasse a história. No outro dia, assim que cheguei na sala de aula tive que continuar a história porque estavam anciosos para saber o final. Contei o final e é claro, concuímos cantando Marcha Soldado e damos uma volta pela escola marchando. Foi a primeira vez que contei uma história recheada de músicas e pude ver o quanto é gratificante ver que todos participaram com entusiasmo animados pelo som do pandeiro que faço questão de tocar em quase todas as músicas que levo para a escola.Num terceiro momento, conversamos sobre a história e eles então perceberam que todas as músicas que cantavam tinham significado relacionado com a história.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Música

Num momento de descontração na hora do recreio, coloquei samba para os alunos dançarem livremente no pátio da escola. Como vários alunos ficaram em volta de mim para dançar então aproveitei o momento para realizar a atividade que fizemos na nossa aula prática. Formamos um grande circulo e expliquei os passos e os demarcava com um pandeiro que uso durante as aulas. Derrepente olhei para o lado, e todos estavam emvolta de quem estava dançando pedindo para participar. Neste momento pude perceber o quanto alguns alunos estavam motivados com a atividade, inclusive alguns que são bem tímidos estavam bem soltos dançando. O sucesso da atividade foi tanto que agora, quando cuido do recreio eles vem me encontrar e pedir para dançar no ritmo da música. É claro que como cuido do recreio uma vez por semana neste dia vou proporcionar músicas com rítmos diferentes e vou dançar com eles, poi senti que muitos se interessaram pela atividade. Como esta atividade foi proporcionada na hora do recreio pude perceber que também serviu para integração entre as turmas da escola e o sucesso foi devido a pura e total descontração.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Letramento e Alfabetização

Durante o meu trabalho estou sempre preocupada em aliar a alfabetização ao letramento.Pensando nisso, desenvolvi um projeto sobre bruxas e fadas, baseado no livro didático de Magda Soares. É claro que optei por este tema devido ao interesse dos alunos e influência da mídia, pois a todo momento elas perguntavam se iria haver alguma comemoração na escola relacionado com o dia das bruxas.No primeiro momento propus que fizessemos uma pesquisa sobre este dia, o que significava, onde surgiu etc. Num segundo momento, trabalhamosos diferentes tipos de bruxas. Para isto levei diferentes histórias que tinham bruxas com perfis diferentes (Joaõ e Maria, A Bela Adormecida, etc), definimos o que seria uma bruxa, o que seria uma fada (seguindo o plano de curso da escola, aproveitei para trabalhar adjetivos, ortografia, raciocinio lógico, tudo relacionado ao tema). Para complementar a atividade pedi aos alunos que durante o recreio fizessem uma pesquisa com alunos de outras turmas sobre definição de bruxa e fada. Compramos as respostas e fizemos um painel com a as entrevistas e desenhos de fadas e bruxas e expomos na escola, foi um sucesso!Numa terceira etapa, trabalhamos com poesias, levei diferentes poesias sobre bruxas, lemos e depois pedi que constrúíssem poesias, brincando com palavras relacionadas ao tema e propus que fizessemos um sarau de poesias, no qual todos deveriam apresentar sua criação. No outro dia trabalhei uma poesia específica VASSOURAL de Silvia Orthof.Aproveitando o tema que é muito rico e desperta a imaginação, avaliei a capacidade de redação dos meus alunos com ilustrações das histórias de Eva Furnari relacionadas ao tema.Para finalizar, na última semana trabalhamos as diferenças sobre fadas e bruxas. Assistimos o filme da Bela Adormecida pedi que prestassem atenção na "bruxa", como ela era, etc. Fizemos a interpretação oral do filme, questionei se uma fada pode virar bruxa, quem enfeitiçou a princesa era uma fada ou uma bruxa, se as fadas são sempre boas e maravilhosas e ainda se uma bruxa pode virar fada. Percebi que durante o questionamento todos queriam participar e dar sua opnião. Como atividade artística, desenvolvemos máscaras confeccionadas com papel picado, cola e balão, deixamos secar e alguns dias depois cortamos ao meio e pintamos com tinta guache diferentes tipos de bruxas e fadas(alguns alunos queriam fazer sobre outros personagens ligados a festa de hallowhen e deixei que criassem livremente seguindo a imaginação).Pensando numa atividade para dramatizar o tema, escolhi um texto de Giselda Laporta Nicolelis UMA LIÇÃO DE BRUXARIA, que fala sobre bruxa antiga e moderna separei a turma em grupos e estes deveriam fazer um teatro sobre o tema, sendo que construíriamos um painel com trabalhos criativos sobre a peça e colaríamos no fundo da sala para demarcar um pequeno palco. Ficou lindo!!!!!!! No outro dia os grupo se apresentaram, usando máscaras e fantasias. Como fechamento neste dia aconteceu a festa das bruxas. Para desenvolver a lúdicidade, preparei para este dia uma brincadeira, enfeitei uma vassoura e escondi no patio da escola e coloquei pistas como se fosse a bruxa, quem achasse primeiro, ganharia gostosura(doces) ao final todos ganharam pois junto com a vassoura tinha uma dica de que a bruxa era boa e os doces deveriam ser distribuidos a todos, para complementar a atividade passamos nas outras turmas pedir doces, quem não dava recebia caretas e frases assustadoras feitas com voz esganiçada imitando bruxas. Foi um sucesso!!!!!!!!!!(Este trabalho foi realizado durante três semanas com alunos de segunda série)
rascunho

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Evidência
Durante umas das nossas reuniões de unidoscencia com a supervisora e minhas colegas, me questionaram sobre o curso, o que fazíamos as atividades, e é claro, não tive duvidas é hora de contribuir e socializar o que estava aprendendo e o que aprendi. Comentei com elas sobre memórias da minha infância, metas de alfabetização, letramento, projeto político pedagógico, falei nas dificuldades que sentia etc. Mostrei meu memorial, e sugeri que cada uma construísse o seu próprio memorial de alfabetização, e na próxima reunião apresentássemos.
Todas fizeram, e junto com a supervisora, organizaram a reunião com a seguinte pauta.

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO POLISINOS
Reunião do currículo
Pauta:
Recepção / lanche
Decisão das atividades da Semana da Criança – Sugestões
Texto: “Alfabeto: autobiografia escolar” – (Frei Beto)
Tarefa: Memorial da Minha Alfabetização
Objetivo:
Estabelecer contatos e trocar experiências pessoais da sua alfabetização, a fim de construir uma reflexão sobre alfabetização e letra mento e processo ensino-aprendizagem de leitura e escrita.
Procedimento:
As questões que pendem estimular a memória e subsidiar a construção de um
Pequeno texto, como se fossem suas “memórias alfabetizadas”.
A) Com que idade, aproximadamente você se alfabetizou?
B) Na escola: Detalhes, uniformes, materiais, cartilhas, colegas, professora (quem foi importante nesse processo).
C) Como eram as atividades propostas?
E) Quais são as lembranças que você tem?Sentimentos (se lembrar algum específico escreva).
5)Explanação de suas memórias:
6)Caso haja tempo: Contação
Da história de Ruth Rocha: ”O Menino que sabia ver”- sobre o processo de alfabetização das crianças.
Com esta atividade podemos entender a història de cada um e o quanto ela influencia em nossa prática. Em cada memorial lido, pude identificar o porquê de algumas colegas reagem de um jeito e outras de outro na mesma situação. Debatemos, conversamos e senti que um novo grupo nasceu ali, um grupo que se comprometeu em melhorar e comprendeu que cada uma de nós estava ajudando a construir a história dos nossos alunos.
Um novo olhar.
Penso que toda aprendizagem leva um tempo para ser amadurecida e colocada em prática.
Este curso me proporciona, entre muitas coisas, um novo olhar sobre minha pratica, e meus alunos. Sinto que trabalho me questionando e ao contràrio de antes, me preocupo mais em estimular com a capacidade de anàlise dos alunos, o que vem de encontro com o letramento e a interdisciplinaridade que estou tendo a oportunidade de me aprofundar neste curso.